Uma das principais vantagens de programas para trabalhar e estudar é que você terá uma renda para cobrir despesas da sua viagem. Por isso, neste post apresentaremos os melhores países para fazer work study.

Além de ter uma nova e interessante experiência de vida em outro país, você tem estará em contato com um novo idioma para aperfeiçoar o domínio da língua.

Essa modalidade de intercâmbio é também uma excelente alternativa para estudantes se destacarem no mercado de trabalho. Principalmente em grandes empresas, pois traz um grande diferencial no currículo.

Entenda o que é intercâmbio work study

O intercâmbio com intuito de trabalhar e estudar é uma modalidade em que você viaja temporariamente para outro país para aprimorar os estudos.

Esse estudo pode ser para aprender ou aperfeiçoar a língua do país de destino. Pode ser também para ingressar em alguma universidade no exterior ou para ter experiência profissional em alguma empresa fora do país.

Ao trabalhar enquanto estuda,  você poderá pagar pelo menos parte do financiamento da viagem durante a estadia no país. Pensando nisso, é importante que você saiba quais são os melhores países para fazer work study, para se planejar da melhor forma possível.

A duração desses programas pode variar de acordo com o destino. Em geral, o tempo de permanência é de 3 a 4 meses, no caso do curso de idiomas.

Nesse modelo, você pode optar, por exemplo, por trabalhar durante o dia e estudar à noite, ou vice-versa. Pode também escolher por estudar em seu período inicial e trabalhar apenas no período final de sua viagem.

A jornada de trabalho pode costuma ser de 20 horas semanais, o que muda de acordo com o programa ou o país.

Lista de melhores países para fazer work study

Canadá

O Canadá é um dos principais destinos internacionais para pessoas que queiram trabalhar e estudar.

O país tem excelente nível educacional e possui diversas universidades que estão entre as melhores do mundo, como a Universidade de Toronto. É um dos melhores países para fazer work study.

O custo de estudar no Canadá é menor que dos Estados Unidos ou da Austrália, que são destinos muito procurados também.

Para estudar e trabalhar no Canadá, é necessário que o aluno esteja matriculado em cursos profissionalizantes ou em instituições de ensino superior, por ao menos 24 semanas.

Se optar por estudar em uma universidade, os valores variam de acordo com o curso pretendido.

É possível trabalhar por meio período, de 20 horas, no campus ou fora do campus, com uma licença de estudante. Ou seja, não necessariamente é preciso ter visto de trabalho.

Em geral, os empregos ofertados para intercambistas que estudam são na área de atendimento ao público e hotelaria.

Você pode trabalhar também a convite de uma empresa, sendo necessário ter o Labour Market Impact Assessment.

Uma vantagem de fazer intercâmbio no Canadá é que o país é bilíngue. Então, você tem a oportunidade de aprender duas línguas, dependendo de onde será sua estadia. Por exemplo, em Quebec ou Montreal, 80% dos habitantes falam francês.

Porém, não é possível estudar apenas em um curso de idiomas para fazer work and study no Canadá. Além disso, é necessário ter inglês avançado.

O custo de estudar no Canadá é menor que dos Estados Unidos ou da Austrália, que são destinos muito procurados também.

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Austrália

Outro país que está entre os melhores países para fazer work study é a Austrália, um país belíssimo conhecido pelas praias e pelos cangurus, mas vai muito além disso.

Oito universidades da Austrália estão entre as 100 melhores do mundo, como a Australian National University e a Universidade de Sydney.

A duração mínima de um intercâmbio work and study no país é de 14 semanas. A duração máxima é de 2 anos.

Você pode trabalhar por 20 horas semanais, ou por tempo integral durante as 4 semanas de férias, ao fim do curso.

É interessante lembrar que, ao se cadastrar em um programa de estudo, não necessariamente você terá um emprego garantido. Cabe ao intercambista encontrar um emprego. Porém, a maioria dos estudantes consegue trabalho.

Se você deseja fazer essa modalidade de intercâmbio na Austrália, é necessário obter o visto de estudante ainda no Brasil. É por meio deste documento que você conseguirá entrar no país.

O processo de obtenção do visto precisa ter início com antecedência de 85 dias do embarque.

O perfil dos estudantes que vão para lá é de um público jovem, em busca de crescimento pessoal e profissional. Além, claro, de poder aproveitar as incríveis paisagens da Austrália e toda a modernidade de um país desenvolvido.

Oito universidades da Austrália estão entre as 100 melhores do mundo, como a Australian National University e a Universidade de Sydney.

Irlanda

A Irlanda também está na lista de melhores países para fazer work study. É um país com alto nível de qualidade de vida e também é muito procurado por quem deseja fazer intercâmbio para estudar e trabalhar.

Para essa modalidade de intercâmbio, o tempo mínimo de permanência é de 25 semanas, que é a duração mínima de um curso de inglês. O tempo máximo é de 2 anos. Nesse período, é preciso renovar o visto.

Em geral, nas 25 primeiras semanas o aluno faz o curso por meio período e tem permissão para trabalhar 20 horas semanais.

Nas 8 semanas seguintes, você já pode trabalhar até 40 horas por semana dependendo do período do ano.

Também na Irlanda, a procura do emprego fica a cargo do estudante. É possível conseguir trabalho entre 4 a 8 semanas no país. As vagas ocorrem predominantemente nas áreas de atendimento, em restaurantes e em supermercados.

Para estudar e trabalhar, você precisará de visto de estudante. Diferentemente do que ocorre em outros locais, na Irlanda você pode tirar o visto ao chegar no país.

Entre os curso de inglês que você pode fazer, existem as opçoes de General English, Business English e preparatório para o IELTS.

É um país com alto nível de qualidade de vida e também é muito procurado por quem deseja fazer intercâmbio para estudar e trabalhar.

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Itália

Também entre os melhores países para fazer work study, podemos mencionar a Itália.

Para os que pretendem estudar italiano por até 3 meses, não é necessário ter visto para entrar no país. O estudante entra como turista nesse caso.

É preciso ter passagens de ida e de volta, seguro viagem, o endereço de hospedagem e comprovação de renda. Nesse caso, você não pode trabalhar enquanto estuda.

Se for permanecer por períodos mais longos, sendo de no mínimo 6 meses, é possível trabalhar e estudar. Você precisará do visto de estudante adquirido ainda no Brasil, com antecedência de 15 dias a 3 meses antes do início dos estudos na Itália.

Esse visto não garante que você consiga trabalho no país. Ao chegar na Itália, você precisará solicitar o “Permesso de Soggiorno”.

Esse documento permitirá que você tenha residência temporária e vale somente para o período em que estiver matriculado no curso do idioma italiano. Com o documento, você pode trabalhar por 20 horas semanais.

Caso você entre com um visto de turismo, você pode transformá-lo em um visto de estudante. Contudo, essa prática não é a mais recomendada, uma vez que podem haver empecilhos burocráticos e você pode não conseguir o visto.

As áreas de trabalho com maior demanda para estudantes intercambistas são em restaurantes, bares, cafés e hotelaria.

É preciso ter passagens de ida e de volta, seguro viagem, o endereço de hospedagem e comprovação de renda. Nesse caso, você não pode trabalhar enquanto estuda.

Nova Zelândia

A Nova Zelândia está também na lista de melhores países para fazer work study. Da mesma forma que nos outros países mencionados, você pode estudar e trabalhar na Nova Zelândia com um visto de estudante.

O intercâmbio deve ser de, no mínimo, 14 semanas. Mas na maioria dos casos os estudantes permanecem em torno de 24 semanas no país.

Enquanto estuda, você pode trabalhar 20 horas semanais e pode ter 4 horas extras durante as férias, quando finalizar o curso. Caso opte por um curso de Diploma, pode ter até um ano a mais de férias com permissão de trabalho em tempo integral.

Para fazer work and study na Nova Zelândia, você não sai do Brasil com um emprego garantido. O procedimento para busca de emprego acontece quando já está no país.

Porém, há agências que ajudam a criar currículos e oferecem dicas para facilitar esse processo. Cidades turísticas costumam ter maior número de vagas e postos de trabalho.

Caso você deseje ir para a Nova Zelândia por apenas 12 semanas, precisa tirar o ETA. Já para estudar e trabalhar, é necessário o visto de estudante. Para consegui-lo, você não precisa enviar o passaporte para a embaixada, pois o procedimento é online.

O intercâmbio deve ser de, no mínimo, 14 semanas. Mas na maioria dos casos os estudantes permanecem em torno de 24 semanas no país.

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Reino Unido

Por fim, entre os melhores países para fazer work study incluem-se os do Reino Unido.

Os países que formam o Reino Unido são: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Nesse sentido, a regra do visto é a mesma entre esses países e também as de permissão de trabalho.

Para ter permissão de trabalho legal no Reino Unido, você precisa estar matriculado em um curso de nível superior. Pode ser um curso de graduação ou de pós-graduação.

Portanto, você não consegue fazer word and study se estiver inscrito apenas em um curso de idiomas.

É necessário também ter o visto de estudante britânico Tier 4 – General Student Visa (GSV). O pedido precisa ser feito no Brasil, antes de partir para algum dos países do Reino Unido.

Os empregos ofertados para intercambistas são na área de hotelaria, atendimento, vendas e entretenimento.

Os países que formam o Reino Unido são: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. 

A candidatura a uma vaga de graduação ou de pós-graduação exige inglês avançado, tendo 6,5 pontos no IELTS.

A universidade também analisará o perfil do estudante, se ele se adéqua aos pré-requisitos e quais são as notas do seu histórico.

É interessante mencionar que o Reino Unido possui poucos brasileiros, o que o estimulará a aperfeiçoar o idioma.

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