Viajar para o exterior é uma experiência que sempre é cercada por muita expectativa, ansiedade e, é claro, bastante planejamento. Afinal, além de cada local ter as próprias regras para a entrada de turistas, é preciso pensar em diversos detalhes para garantir que não apenas a estadia no destino seja boa, mas também que os deslocamentos na ida e na volta sejam tranquilos e proveitosos. Não é para menos que sempre surgem dúvidas sobre como se programar e se organizar quando o assunto é viagem internacional.

Por essa razão, este post contém diversas dicas que vão ajudá-lo a se preparar de maneira mais eficiente para embarcar para outro país e o melhor: a evitar uma série de problemas que atormentam os viajantes ao redor do mundo.

Há sugestões sobre escolha do local que será visitado, compra de passagens, regras sobre bagagem, documentação para turista, escalas e conexões, o que muda em voos internacionais... Bastante coisa, não é? Por isso, acompanhe até o fim para não perder nada!

Planeje o destino da viagem internacional

Escolher o destino de uma viagem internacional não é uma tarefa fácil. Sempre há diversos lugares que queremos conhecer e que nos colocam em uma eterna indecisão, ainda mais quando surgem boas ofertas de passagens para eles. Porém, há algumas dicas que podem ajudá-lo a definir o melhor local para conhecer na sua ida ao exterior. Por exemplo:

·         Reflita sobre o período em que você vai viajar, pois durante os feriados e as férias há um aumento de visitantes em cidades muito turísticas;

·         Avalie se a época é a melhor para visitar determinado local, já que muitos países são conhecidos por terem mais atrações no inverno (Suíça, Argentina, Chile etc.), enquanto outros no verão (Espanha, Portugal, Austrália etc.);

·         Considere o tipo de programa que você quer fazer, pois ele pode ser mais cultural, histórico, artístico, voltado para as compras ou mesmo aventura na natureza.

Saiba o que muda em relação às viagens nacionais

Antes de programar toda a sua viagem internacional, procure se informar sobre as mudanças que ocorrem em uma viagem internacional em relação aos voos domésticos. Basicamente, elas se concentram nas franquias de bagagem, na duração dos trechos e na documentação necessária para embarque. Ao longo do texto, falarei mais sobre elas. Fique atento!

Não descuide na compra das passagens

Decidiu o destino e já está por dentro das principais mudanças em relação às viagens nacionais? Excelente. Agora é a hora de focar no próximo passo do planejamento: as passagens. Por ser algo importante para o seu orçamento e que vai ditar o tipo de viagem que você terá (assim como as comodidades disponíveis no voo), não dá para descuidar durante a compra. Por isso, há algumas dicas que vão ajudá-lo nesse momento. Veja!

Faça a compra delas com antecedência

Pesquise previamente pelas passagens. O ideal é tentar adquiri-las com, pelo menos, quatro meses de antecedência à data estimada do embarque. Os motivos para isso são bem simples. O primeiro é que você garante que viajará, de fato, no período desejado, uma vez que, ao deixar para adquirir os trechos muito em cima da hora, há o risco de não conseguir um voo em determinados dias ou horários por eles já estarem lotados. As chances de isso acontecer aumentam se for verão e/ou época de férias escolares, quando o número de viajantes aumenta.

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O segundo é que, assim, dá para encontrar passagens por um preço mais atrativo, inclusive daquela sua companhia aérea preferida, evitando gastos desnecessários e podendo viajar com pouco dinheiro.

Veja as regras da tarifa escolhida

Ao comprar a sua passagem (seja no balcão da companhia aérea, seja pelo site) é crucial que você veja com calma as regras da tarifa escolhida. Isso porque elas vão determinar o perfil de viajante no qual você se enquadra e, consequentemente, os seus direitos e deveres.

Elas vão falar, por exemplo, sobre quais alterações são possíveis fazer no voo (e o valor que será cobrado), se é possível reservar assento, a quantidade de milhas acumulada por trecho, se a passagem é reembolsável caso haja cancelamento, se há embarque prioritário, se as suas bagagens são liberadas antes das demais no desembarque e por aí vai.

Fique atento ao tipo de bagagem que você tem direito

Uma terceira dica é ficar atento ao tipo de bagagem que você tem direito. Isso porque, mesmo em voos internacionais, há tarifas mais econômicas que não autorizam o passageiro a despachar bagagem. Apenas é permitido uma mochila ou mala de mão. "Ah, mas vou ficar poucos dias no meu destino, não será preciso despachar nada", você deve estar pensando.

Acontece que imprevistos podem ocorrer e no trecho da volta você precisar pagar por esse serviço. Por exemplo, você pode adquirir uma quantidade de souvenirs que não cabe na mala de mão ou viajar no inverno e comprar muitas roupas de frio. Por isso, é interessante refletir se essas tarifas são realmente o melhor negócio para si.

Entenda as regras sobre bagagem internacional

No tópico anterior, falamos um pouco sobre bagagens e como é necessário estar de olho no que a sua tarifa permite. Porém, como esse é um assunto importante, não podemos deixar de nos aprofundar nele para discutir o peso delas, o que é ou não permitido levar nelas e os respectivos tamanhos que as malas devem ter para estarem de acordo com as regras das companhias aéreas. Confira logo abaixo!

O que pode ou não ser transportado nas malas?

Basicamente, você pode levar roupas, calçados, acessórios, eletrônicos (celular, notebook, tablet etc.), produtos de higiene, itens pessoais etc. E, sim, se você se pergunta como levar remédios em viagem internacional, saiba que é possível transportá-los com você sem problemas. Inclusive, é recomendado viajar com uma minifarmácia justamente como medida de prevenção contra eventuais gripes, resfriados, alergias e viroses.

Já em relação ao que é proibido, é preciso ter em mente que as restrições são majoritariamente para a mala de mão, uma vez que o passageiro tem acesso a ela durante o voo. Por isso, não se transporta comida, plantas e produtos aerossóis, cortantes (como alicates, pinças, tesouras etc.) ou inflamáveis (como isqueiros e cigarros elétricos).

Caso queira levá-los com você na sua viagem é preciso colocar todos eles, sem exceção, na bagagem que vai no porão. Vale ressaltar que a lista completa de restrições pode ser conferida no site da companhia aérea na qual você escolheu viajar, certo?

Quais as medidas das bagagens de mão e despachada?

O padrão adotado entre as companhias aéreas é o de que a bagagem de mão deve ter, no máximo, 55 cm de altura x 35 cm de comprimento x 25 cm de largura. Para a bagagem despachada, por sua vez, é diferente. Isso porque como há uma grande variedade de formatos de malas, o recomendado é que as três medidas delas não ultrapassem 158 cm.

Quais os limites de peso das bagagens de mão e despachada?

O peso permitido para ambas as bagagens costuma variar conforme a tarifa da passagem que você adquire. Tanto é que a maioria das companhias aéreas adotam limites maiores para os voos na categoria executiva, por exemplo.

Por essa razão, vamos tomar como referência os voos econômicos, no qual média é de 10 kg para a mala de mão. Já para a bagagem despachada, o limite na mesma tarifa é 23 kg.

Tenha atenção ao procedimento de check-in

Falamos sobre a bagagem em voos internacionais, então que tal conversarmos sobre o procedimento de check-in? Afinal, muita gente ainda se confunde sobre o que é ele, por onde dá para fazê-lo e as consequências de não conseguir completá-lo dentro do prazo. Portanto, fique por dentro de tudo o que você precisa saber sobre ele agora!

O que é o check-in?

O check-in nada mais é do que um procedimento simples e rápido que serve para a companhia aérea saber que o passageiro pretende embarcar no voo. Resumindo: é a confirmação da sua presença.

Por onde posso fazer o procedimento?

O check-in pode ser realizado presencialmente junto ao balcão da companhia aérea ou nos totens disponíveis no aeroporto. Além disso, é possível concretizá-lo de forma online e muito mais prática por meio do site ou aplicativo da empresa. Lembrando que nessas duas últimas opções ele é liberado com dias de antecedência da sua viagem. Ou seja, mais praticidade para você.

O que acontece caso eu não consiga realizá-lo a tempo?

Se você esqueceu de fazer o check-in online ou chegou atrasado no aeroporto, não conseguindo cumprir com o prazo para realizar esse procedimento, o seu embarque não será permitido. No universo das companhias aéreas, essa ocorrência é chamada de no-show — que em português significa o não comparecimento do passageiro.

O que fazer caso eu tenha perdido o prazo do check-in?

Nessa situação, a tensão e o nervosismo tomam conta, é normal. Porém, respire fundo e tente manter a calma, pois nem tudo está perdido! O recomendado é entrar em contato com a companhia aérea e tentar remarcar o seu embarque, aproveitando o trecho de volta que você já adquiriu. Geralmente, as empresas cobram uma taxa por conta do no-show e a diferença do valor da passagem antiga para a atual.

Separe a documentação necessária

Além do que já foi citado, é importante se organizar com antecedência em relação à documentação necessária não só para sair do Brasil, mas principalmente para entrar no seu destino. Tenha em mente que mesmo que o oficial da imigração não solicite todos eles, é indispensável que você os tenha em mãos. Afinal, como diz o ditado, prevenir é melhor que remediar! Dito isso, confira quais são os principais!

Passaporte

Estar com o passaporte é fundamental e você, certamente, sabe disso, não é mesmo? Isso porque ele serve não apenas para identificá-lo como cidadão brasileiro, mas também para registrar o visto de turista que você precisará para visitar alguns países, como Austrália, Canadá, China, Índia, Egito, EUA, Cabo Verde etc.

Por isso, não descuide quanto à validade dele. Lembre-se que é exigido em vários pontos ao redor do mundo que o seu documento tenha, pelo menos, seis meses de validade a contar a partir da sua data marcada para retorno ao Brasil.

Do contrário, a imigração pode dificultar a sua entrada no destino. Logo, caso o seu passaporte esteja preste a expirar, não pense duas vezes: faça de imediato a renovação dele na Polícia Federal e não tenha dores de cabeça quanto ao assunto.

Extra: não se esqueça que para tirar o visto para o local que você deseja conhecer é preciso apresentar os documentos exigidos pelo consulado do país. Portanto, é crucial se informar com antecedência sobre todos os itens exigidos no processo, pois eles variam de acordo com a nação e podem, inclusive, sofrer alterações com o tempo conforme as políticas de imigração. Entre os mais comuns, estão, fora o próprio passaporte, os comprovantes de renda, residência, trabalho e estudo (caso você faça graduação ou pós-graduação).

Seguro de viagem

Embora seja altamente recomendado para quem viaja ao exterior, o seguro de viagem não é obrigatório para todos os países. Contudo, se o seu destino fica na Europa e é uma das 30 nações que assinam o Tratado de Schengen (como França, Dinamarca, Escócia, Espanha, Itália etc.), saiba que, sim, ele será requisitado.

Além disso, é exigido que ele tenha cobertura mínima de € 30.000,00 por indivíduo. Por isso, fique atento a esse detalhe, ainda mais ao viajar em família ou com amigos!

Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP)

Assim como acontece com o seguro de viagem, o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia é recomendado para todos os viajantes, porém não é obrigatório. No entanto, a situação muda de status quando o lugar que você pretende visitar tem casos registrados de febre amarela.

Nesse cenário, se torna uma exigência da imigração do próprio país que os turistas que vão visitá-los se vacinem contra doença com, no mínimo, 10 dias antes de embarcar. Portanto, vale a pena se informar se esse é o caso do seu destino.

Passagens de ida e volta

Ter passagens de ida e volta também é muito importante, pois isso serve como indicativo de que o turista tem planos de regressar ao país de origem. Não é para menos que ambas são requisitadas em qualquer imigração, especialmente em nações com grande fluxo de visitantes, como é o caso dos Estados Unidos, da Inglaterra e Portugal, por exemplo.

Comprovante de hospedagem

Outro item necessário entre a documentação que você deve ter ao viajar para o exterior é o comprovante de hospedagem. Isso porque é ele que indica onde você pode ser encontrado caso o departamento de imigração precise entrar em contato. Por esse motivo, não deixe de imprimir a reserva (em inglês ou idioma local) do hotel, resort ou homestay — caso você opte por esse tipo de hospedagem que está em alta nos últimos anos.

Comprovante de renda para a viagem

Por fim, é necessário ter o comprovante de renda que cubra todo o período da sua viagem. Para ter ideia do montante necessário, é só entrar em contato ou conferir o site do consulado do país que você deseja conhecer. O próprio departamento divulga uma média de gasto que o turista tem por dia e o valor necessário para cobri-los.

Vale mencionar que esse comprovante pode ser o extrato de saldo de cartões pré-pagos ou do limite disponível de cartões de créditos internacionais. Além disso, dinheiro em espécie (na moeda local) também é aceito. Contudo, atenção: evite viajar apenas com cédulas, ainda mais em grande quantidade, pois sempre há o risco de você perder ou mesmo ser furtado. O ideal, é levar o seu orçamento da viagem dividido entre as três opções.

Confira as escalas e conexões

Ao pesquisar por passagens, você encontrará muitas opções de trechos com escalas — quando o avião faz uma parada em algum aeroporto no meio trajeto, mas os passageiros não descem dele — e conexões — quando o avião faz a mesma parada, mas com o objetivo de que os passageiros saiam e peguem outra aeronave rumo ao destino final.

Por isso, vale a pena saber que ambos implicam em voos com um tempo superior de duração. Tanto é que alguns chegam a ultrapassar mais de 24 horas. Portanto, é interessante pesquisar por aqueles que são diretos para o país que você quer visitar. Assim, o trajeto se torna menos exaustivo e maçante.

Previna os principais problemas em viagem internacional

Para encerrar o texto, reuni alguns dos problemas mais comuns que os viajantes enfrentam ao fazer uma viagem internacional. Dessa forma, você pode se precaver para não passar por esses contratempos e ter uma experiência mais tranquila. Veja!

Passagem com erros

O primeiro deles é emitir as passagens com erros. Sim, parece mentira, mas muita gente passa por isso, especialmente ao comprá-las online. O motivo? A desatenção no momento de preencher os dados pessoais (nome, número do passaporte, telefone para contato etc.) e checar se as informações dos trechos de ida e volta estão corretas (como data de embarque, duração dos voos e presença de escalas e conexões).

Como resultado, isso pode impossibilitar o seu embarque e trazer uma baita dor de cabeça antes mesmo de entrar na aeronave. Portanto, antes de finalizar a compra, revise quantas vezes forem necessários os campos preenchidos para garantir que nenhum detalhe passou batido.

Documentação incompleta

O segundo é a documentação incompleta, já que vira e mexe algumas pessoas esquecem documentos importantes que devem apresentar ao desembarcar no destino. Como já comentei, muitos são requisitados oficialmente pela imigração e devem estar com você, mesmo que o oficial não exija a apresentação dele.

Portanto, faça um checklist da documentação. Confira se você tem todos eles antes de sair de casa rumo ao aeroporto. Uma boa dica é deixá-los guardados em uma pequena pasta dentro da bagagem de mão. Dessa forma, reduz o risco de algum papel ser perdido.

Falta de planejamento para chegar ao aeroporto

Outro contratempo que não poderia faltar nessa lista é a falta de planejamento para chegar no aeroporto. Mas não estamos falando somente dos aeroportos brasileiros, mas também dos estrangeiros. Afinal, muitos viajantes vão para múltiplos destinos ao longo do período que passam no exterior.

Quem vai para a Europa, por exemplo, costuma passar por várias nações dada a proximidade entre elas e a diversidade de companhias low cost. A questão é que em muitas cidades do velho continente é comum que eles fiquem em áreas mais afastadas dos municípios, sendo acessíveis apenas de carro ou ônibus.

Logo, quem não se planeja para sair mais cedo do local onde está hospedado para fazer o trajeto até o aeroporto, acaba perdendo o voo. Por isso, não deixe de se organizar listando os meios de transporte até esses espaços e o tempo médio de deslocamento até eles, ainda mais se os seus voos são à noite ou durante a madrugada.

Extravio de bagagem

Fora o que já foi citado, há um problema que aflige muita gente, mas que é causado pela companhia aérea: a bagagem extraviada. Nessa situação, o que você pode fazer é adotar medidas que ajudem a identificar com mais facilidade a sua mala, como escolher um modelo com cores fortes, utilizar adesivos vistosos, inserir chaveiros e pendentes nos cursores do zíper etc.

Para completar, é interessante ter uma tag identificadora na parte traseira dela. Nessa tag, devem estar o seu nome, voo que será realizado e telefone para contato. Além disso, é importante saber a respeito dos direitos dos passageiros de aviãoem caso de extravio e quais procedimentos podem ser adotados para rastreio da bagagem.

Bagagem com excesso de peso

Por último, há a bagagem com excesso de peso, principalmente quando se trata da despachada. Por conta disso, você acaba tendo que pagar uma taxa pelo excedente.

No entanto, esse é um problema simples de driblar. Basta pesar as suas malas em uma balança, dessas portáteis que a gente tem casa. Assim, caso ela passe do limite permitido (23 kg), você pode rever os itens que quer levar ou tirar algumas peças e passá-las para a bagagem de mão, uma vez que dá para carregar nela um total de 10 kg.

Agora que você já sabe como se planejar de maneira inteligente e segura para uma viagem internacional, sem dúvidas, será mais fácil embarcar para outros países e evitar contratempos que surgem por conta de desorganização. Porém, caso surjam problemas com overbooking ou voos cancelados e atrasados, conte com uma empresa de tecnologia séria e com suporte personalizado aos clientes, como a LiberFly, para mediar o seu caso e garantir a compensação pelos transtornos que as companhias aéreas o causaram!

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