A aviação e o desejo de voar sempre estiveram na vida do homem. Ainda na pré-história, ao ver os pássaros em movimento, o homem já imaginava como seria sobrevoar o seu território. O feito, entretanto, só foi atingido muitos anos depois. Ao longo do tempo, muitos tentaram realizar voos. No entanto, todos malsucedidos. Algumas pessoas chegaram a acreditar, inclusive, que voar era algo impossível de ser executado.

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História da aviação

Entre 1700 e 1900, muitos inventores tentaram construir um objeto voador, como balões de ar quente e dirigíveis. No século XIX foram realizadas várias tentativas para confeccionar um avião que pudesse decolar através de seus próprios meios. A grande maioria não teve êxito.

O inglês Willian Henson, em 1843, foi o responsável pela primeira patente de uma aeronave equipada com motores, hélices e uma asa fixa, ou seja, um avião. Porém, Henson acabou desistindo de seguir com o projeto. Já o americano Samuel Pierpont Langley conseguiu realizar alguns voos não-tripulados bem-sucedidos. Porém, ao tentar o voo com piloto, a aeronave não teve o desempenho esperado.

Santos Dumont e os Irmãos Wright

Quando se pensa no relato do primeiro voo tripulado com sucesso, vem à mente em primeiro lugar o nome Alberto Santos Dumont, considerado pela grande maioria como o pai da aviação. No entanto, ainda há controvérsias sobre quem realmente ganha os créditos do primeiro voo.

Santos Dumont

O primeiro voo registrado publicamente foi realizado por Alberto Santos Dumont, em Paris, com o seu 14-Bis. Santos Dumont tinha por costume realizar e demonstrar todos os seus experimentos publicamente, o que garantia um bom número de testemunhas.

Ao contrário de Santos Dumont, os irmãos Wright mantinham seus voos sigilosos, sem a presença de muitas testemunhas. Eles queriam guardar todas as informações em sigilo para que pudessem patentear a invenção. Os irmãos Wright são considerados os primeiros a conseguirem voar em uma máquina mais pesada que o ar. No Brasil, Santos Dumont ganhou a fama de Pai da Aviação, já em alguns países seu nome não costuma ser mencionado.

Orville Wright e Wilbur Wright estudaram as possibilidades da aviação na década de 1890. Eles começaram a construir planadores em 1899. Finalmente, em 1902, construíram um avião que denominaram Flyer. Realizaram o primeiro voo de um aparelho voador controlado em 1903. Com o projeto aperfeiçoado, executaram em 1910 o primeiro voo comercial do mundo.

Irmãos Wright

Santos Dumont também marcou a história da aviação. Em 29 de junho de 1903, Aída de Acosta pilotou o dirigível nº 9 de Santos Dumont, tornando-se a primeira mulher a pilotar uma aeronave. Já em 23 de outubro de 1906, Santos Dumont realizou um voo público em Paris, com o famoso avião 14-Bis. A aeronave percorreu uma distância de 221 metros.

Vale notar que o “Flyer” dos irmãos Wright precisava de catapultas para alçar voos. Já o 14-Bis, de Santos Dumont, não precisava de nenhum artifício para chegar ao ar. Além do 14-Bis, Santos Dumont foi o responsável por desenvolver o primeiro ultraleve, chamado de Demoiselle.

O 14-Bis de Santos Dumont

Primeira Guerra Mundial

Após os primeiros aviões demonstrados, muitos outros surgiram ao longo dos anos. Porém, foi na Primeira Guerra Mundial que os aviões começaram a ser usados em larga escala. A Itália foi o primeiro país a usar aviões com finalidade militar. Durante esse período, a tecnologia empregada nos aviões teve avanços significativos. Inicialmente, os aviões carregavam apenas o piloto e logo em seguida mais um lugar foi incluso.

Com a chegada da Segunda Guerra Mundial, a tecnologia avançou ainda mais. Os aviões começaram a ser usados em maior proporção e também com capacidade de transportar mais pessoas.

Aviões de guerra

Você já deve ter ouvido falar sobre aviões de guerra e a importância deles durante os combates. Quando uma guerra ocorre, todo tipo de arma é crucial para a vitória.

O avião em si foi uma grande descoberta para os homens. Descobrir que ele era útil durante os conflitos armados revelou uma enorme vantagem sob os inimigos. E foi assim que surgiram os primeiros aviões de guerra.

Antes disso, aviões comuns eram usados nas guerras. Os pilotos levavam no colo as bombas e miravam com os próprios olhos, sem nenhum equipamento específico. Desde então, esse tipo de indústria se modernizou e hoje os aviões de guerra são extremamente bem equipados.

Confira alguns dos caças mais potentes que existem atualmente.

F-22 Raptor

Este é considerado o caça americano mais poderoso. Ele pode chegar a 2.410km/h e ajudar em missões de reconhecimento, já que sua estrutura é quase que imperceptível pelos radares. Além disso, possui armamento pesado, com uma metralhadora M61A2 e outros dois mísseis. Seu poder de fogo também pode ser ampliado e levar até seis mísseis a bordo.

F-35 Lightning II

Esse caça é muito semelhante ao F-22 Raptor, mas um pouco menos potente. O F-35 é menor e menos veloz, no entanto também é usado em combates e missões de espionagem. Ele tem um diferencial que o maior caça americano não tem. É capaz de decolar em curtas distâncias e realiza pousos verticais.

T-50 PAK FA

Outro dos aviões de guerra que merece destaque é de produção russa e foi criado para competir diretamente com o F-22. Suas especificações são quase idênticas ao líder da lista, no entanto, tem um diferencial enorme quando o assunto são os custos. O T-50 custa até 3 vezes menos que o caça americano.

Su-47

Com características bem diferentes, este é outro caça russo. Suas asas são invertidas, o que dá ao avião mais estabilidade e também o permite realizar manobras que são impossíveis para outros caças. Além disso, o caça consegue pousar e decolar em pistas menores.

Eurofighter Typhoon

As asas triangulares dessa aeronave europeia permitem que ela alcance até 1.960km/h. Isso sem falar sobre sua capacidade de carregar mísseis e bombas. O caça é tão bom que recebeu diversas alterações, de acordo com os exércitos em que é utilizado. Tudo para que ele atenda às necessidades do local. Um dos modelos recebeu uma capa de invisibilidade para não ser rastreado por radares.

Su-37

Irmão mais novo do SU-47, este avião de guerra não é inferior quando o assunto é mobilidade e capacidade de realizar manobras. É um dos poucos caças que conseguem executar a manobra “frolov chakra”, que dá um looping vertical completo em um curto diâmetro.

Gripen

Apesar de ser menor que os demais, esse é o avião de guerra mais veloz da lista. O Gripen consegue chegar a 2.450km/h e transporta uma quantidade significativa de armamentos. O caça tem um canhão de 27mm, carrega mísseis e tem suporte para bombas guiadas a laser.

MiG-35

Caça russo que promete dar uma certa “tranquilidade” ao piloto. Tem um excelente sistema de rastreamento e sistema de defesa automática. Isso garante que o piloto não se preocupe em se proteger aos possíveis ataques, já que o próprio avião consegue responder automaticamente.

Os 10 aviões mais utilizados em linhas aéreas

Viajar de avião é uma das atividades preferidas pelos brasileiros. É o meio de transporte mais prático, rápido e seguro. Além disso, oferece vista privilegiada. Muitas pessoas têm curiosidade em saber como funciona o equipamento, quais são os modelos de avião e as suas características.

De acordo com a Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO), com os avanços da aviação comercial, já é possível transportar mais de 3,5 bilhões de pessoas por ano. Mas é lógico que essa mudança não aconteceu da noite para o dia. As aeronaves foram ganhando novas características, mecanismos modernos e estética mais agradável.

Airbus A380

Mesmo estando em operação há relativamente pouco tempo, o Airbus A380 já figura nesta seleta lista. O atual maior avião de passageiros do mundo foi projetado visando a crescente demanda de viajantes, nas principais rotas intercontinentais da malha aérea internacional. Com uma impressionante capacidade de 555 a 845 passageiros e alcance de 14.800km, o A380 só não atinge um número maior de destinos pois muitos aeroportos ainda precisam ampliar pistas e terminais para recebê-lo.

Boeing 707

O Boeing 707 não se encontra mais em operação. No entanto, sua importância é incontestável. Ele foi responsável por alçar a Boeing à condição de maior fabricante de aviões comerciais do mundo. Foi o primeiro jato bem-sucedido no transporte de passageiros, servindo de plataforma para todos os projetos subsequentes da série 7X7. Hoje, poucas unidades são vistas em voo, como a de propriedade particular do ator americano John Travolta.

Airbus A320

O A320 é um verdadeiro espetáculo da aviação de curto e médio alcance. Ele domina esse mercado em disputa acirrada com o Boeing 737, seu único concorrente direto. Silencioso, econômico e altamente tecnológico. Fabricado na França, tem forte presença na aviação regional europeia, além de grande aceitação no mercado mundial. No Brasil, a TAM lidera o segmento de aviação doméstica com esta aeronave.

Boeing 727

O Boeing 727 foi produzido entre os anos de 1963 e 1984, dominando o segmento da aviação de curto e médio alcance por mais de uma década. Seu recorde de produção foi quebrado apenas em 1990 pelo seu sucessor, o Boeing 737. O Boeing 727 foi o único da família 7X7 a possuir três motores e cauda em “T”. No Brasil, foi utilizado por empresas como VARIG, VASP, Transbrasil e Cruzeiro. Até hoje, alguns modelos B727-200F compõem a frota da RIO Linhas Aéreas, uma empresa da aviação cargueira.

Boeing 767

Concebido na década de 1980, foi o principal responsável pela popularização dos voos transatlânticos, graças ao seu longo alcance e baixo custo operacional. O Boeing 767 continua sendo produzido nos dias atuais e ainda é a aeronave mais utilizada nessas travessias. Foi a primeira aeronave a não exigir engenheiro de voo, reduzindo a tripulação técnica a dois tripulantes.

Boeing 757

O Boeing 757 foi desenvolvido conjuntamente com seu antecessor, o Boeing 767. A única diferença em relação ao seu “irmão gêmeo” é que o Boeing 757 possui uma estrutura narrow-body, com apenas um corredor e duas fileiras de assentos na cabine, destinando-se a voos mais curtos.

Boeing 787

Apesar dos problemas envolvendo suas baterias de íon de lítio, o Boeing 787 continua sendo uma das grandes apostas das companhias aéreas para o futuro. O Dreamliner, como é conhecido, tem a missão de suceder o Boeing 767 nas travessias transatlânticas. Sua emissão de poluentes e consumo são consideravelmente inferiores em relação aos seus concorrentes diretos. No dia de seu lançamento, mais de 670 unidades foram encomendadas por 48 companhias aéreas internacionais, fazendo dele o maior sucesso comercial da indústria aeronáutica mundial em todos os tempos.

Boeing 737

O Boeing 737 é o grande campeão da aviação doméstica e regional em todo o mundo. Em operação desde 1967, é a aeronave de maior vendagem da história da aviação civil, com 7.865 unidades já entregues até o momento, além de 3.680 ordens de compra em espera. Desde seu primeiro voo, já transportou em torno de 7 bilhões de passageiros, o equivalente à população mundial.

Boeing 777

O Boeing 777 é o maior bimotor do mundo, com o motor mais potente já produzido. O “Triple Seven”, como também é conhecido, detém o recorde de maior distância percorrida sem escalas, registrado num voo de 21.601km entre Hong Kong e Londres. Graças a seu alcance e sua eficiência no consumo de combustível, o 777 foi uma das aeronaves mais vendidas pela Boeing na primeira década do século XXI, atendendo às necessidades de companhias que interligam as principais capitais mundiais através de rotas transatlânticas.

Boeing 747

Não se nomeia uma aeronave de “Rainha dos Céus” por acaso. Em operação desde 1970, a capacidade do Boeing 747 é de até 585 passageiros, um recorde mundial durante 37 anos. Uma de suas variantes, o Boeing 747-400, é a aeronave comercial mais veloz em atividade. Além de seu uso no transporte de passageiros e carga, durante muitos anos transportou os ônibus espaciais da NASA, e os “Air Force One”, utilizados para o transporte pessoal do presidente dos Estados Unidos.

Guia completo dos direitos dos passageiros de avião

Os kamikazes

Kamikaze é uma expressão japonesa que significa “vento divino” e é usada até hoje para se referir aos pilotos do exército japonês.

São várias as versões de como teria surgido o ataque dos batalhões kamikazes. No entanto, sempre há concordância em falar que foi o vice-almirante Takijiro Onishi que lutou e incentivou o novo modo de ataque. Foi chamado por ele de kamikaze em referência a um acontecimento de 1281, onde um vento impediu que os navios do conquistador Mongol Kublai Khan invadissem o Japão.

Takijiro teve a ideia de conceber esse novo método de ataque após observar a conduta de alguns pilotos. Quando estes estavam muito feridos ou com os aviões extremamente danificados, optavam por sobrevoar as bases inimigas para lançar os caças sobre os americanos. Essa conduta não era considerada suicida, uma vez que não existiam muitas chances de o piloto salvar sua vida.

Aviões usados pelos kamikazes

O Japão convivia com uma baixa grande no exército e para não sacrificar os pilotos veteranos, que poderiam ser usados em outro tipo de ataque, estudantes universitários eram recrutados e incentivados a participar.

Eles recebiam geralmente apenas uma semana de aula de voo, onde aprendiam a decolar com uma bomba de 250 quilos, a voar em formação e a abordar e atacar um navio ou uma base terrestre. Não era ensinado a nenhum deles como pousar, pois não seria necessário.

Yokosuka MXY-7 Ohka

O Yokosuka MXY-7 Ohka ("flor de cerejeira") foi uma aeronave kamikaze japonesa empregada em fins da Segunda Guerra Mundial. O codinome estadunidense para o aparelho era Baka (que significa "idiota" em japonês).

Mitsubishi A6M Zero

O Mitsubishi A6M Zero foi o principal caça da marinha japonesa durante toda a Segunda Guerra Mundial. Ganhou reputação de invencível no início da participação japonesa no conflito, com a sua qualidade de manobra, alcance e razão de subida inigualáveis por qualquer caça ocidental, tanto de terra quanto embarcado.

Fieseler Fi 103R (Reichenberg)

Com origem alemã, o Fieseler Fi 103R (Reichenberg) foi uma versão tripulada da Fi Fieseler 103, mais conhecida como V-1 bomba voadora, produzido para as missões que deveriam ser realizadas pelo Esquadrão Leónidas, Staffel 5 da Kampfgeschwader 200 (KG200) da Luftwaffe, nos finais da Segunda Guerra Mundial.

Rotas aéreas mais frequentes do mundo

Uma das coisas mais desagradáveis na viagem é perder um voo. Seja durante uma conexão ou simplesmente porque não foi possível chegar ao aeroporto a tempo. Aquele compromisso que terá de ser remarcado, a reserva do hotel que precisará ser alterada… é só perder o voo que o efeito dominó das dores de cabeça dispara.

Aeroporto de Lisboa está na lista dos menos pontuais do mundo

Mas nem sempre isso acaba acontecendo. Basta que você não esteja em um daqueles voos que acontecem de dois em dois dias ou uma vez por semana. Fizemos uma lista com as rotas nacionais e internacionais realizadas com mais frequência em 2017.

Rotas internacionais mais frequentes

Em 2017, Kuala Lumpur-Cingapura foi responsável por 30.537 voos. Sabe quantas vezes isso significa que ele se repete todos os dias? Nada menos que 83 vezes. Isso equivale a um voo a cada pouco mais de 17 minutos.

Estima-se que no ano passado foram feitos cerca de 36,8 milhões de voos nos aeroportos de todo o mundo, o que dá uma média de pouco mais de 100 mil voos por dia. Veja a lista dos 20 voos internacionais mais frequentes.

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1. Kuala Lumpur > Cingapura – 30.537 voos

2. Hong Kong > Taipei – 28.887 voos

3. Jacarta > Cingapura – 27.304 voos

4. Hong Kong > Xangai – 21.888 voos

5. Jacarta > Kuala Lumpur – 19.849 voos

6. Seul > Osaka – 17.488 voos

7. Hong Kong > Seul – 17.075 voos

8. Nova York > Toronto – 16.956 voos

9. Dubai > Kuwait – 15.332 voos

10. Hong Kong > Cingapura – 15.029 voos

11. Bangkok > Cingapura – 14.859 voos

12. Bangkok > Hong Kong – 14.832 voos

13. Hong Kong > Pequim – 14.543 voos

14. Dublin > Londres – 14.390 voos

15. Osaka > Taipei – 14.186 voos

16. Nova York – Londres – 13.888 voos

17.  Osaka > Xangai – 13.576 voos

18. Seul > Tóquio – 13.517 voos

19. Amsterdã > Londres – 13.170 voos

20. Chicago > Toronto – 13.100 voos

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Rotas nacionais mais frequentes

Entre os voos domésticos, a ponte aérea Rio-SP está na lista das 10 rotas nacionais mais movimentadas do mundo. Ela é nada menos que o quinto voo doméstico mais repetido no mundo, tendo sido realizado 39.325 vezes em 2017. Isso dá uma média de mais de 107 voos todos os dias entre as duas cidades. Confira as outras nove rotas mais movimentadas.

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1. Seul > Jeju (Coreia) – 64.991 voos

2. Melbourne > Sydney (Austrália) – 54.519 voos

3. Mumbai > Delhi (Índia) – 47.462 voos

4. Tóquio > Fukuoka (Japão) – 42.835 voos

5. Rio > São Paulo (Brasil) – 39.325 voos

6. Sapporo > Tóquio (Japão) – 38.389 voos

7. Los Angeles > São Francisco (EUA) – 34.897 voos

8. Brisbane > Sydney (Austrália) – 33.765 voos

9. Cidade do Cabo > Joanesburgo (África do Sul) – 31.914 voos

10. Pequim > Xangai (China) 30.029 voos

Turismo na Europa

Dia do Aviador

O Dia do Aviador é comemorado no dia 23 de outubro. A data celebra os profissionais que pilotam aviões, sejam eles comerciais, de transporte ou privados. As pessoas que, assim como Santos Dumont, se arriscam nos céus e/ou levam os passageiros aos seus destinos em uma das invenções mais maravilhosas do século XX.

No dia 23 de outubro de 1906, o brasileiro Alberto Santos Dumont tornou-se o primeiro ser humano a voar. A bordo do 14-Bis, sua criação, Dumont fez um voo no Campo Bagatelle, na França, que ficou registrado como o início de uma grande revolução nos meios de transporte na Terra: o avião.

A Lei nº 218, de 4 de julho de 1936, decreta o dia 23 de outubro como Dia do Aviador no Brasil, em homenagem ao primeiro voo feito na história e graças a um brasileiro!

O Decreto de Lei nº 11.262, publicado no Diário Oficial da União, decretou que 2006 seria o Ano Nacional Santos Dumont, o Pai da Aviação (em homenagem ao centenário do primeiro voo de Dumont).

Dia da Força Aérea Brasileira

No dia 23 de outubro também se comemora o Dia da Força Aérea Brasileira (FAB). Assim como o Exército e a Marinha, a FAB é uma das três Forças Armadas do Brasil.

Fundado oficialmente em 20 de janeiro 1941, o Ministério da Aeronáutica foi criado espelhado em outros modelos de organização das forças aéreas, principalmente a Força Aérea Real (Reino Unido, 1918), a Regia Aeronáutica (Itália) e a Força Aérea da França, ambos na década de 1920.

Inicialmente, a FAB tinha como principal objetivo vigiar as costas marítimas brasileiras pelo ar. No entanto, com a Segunda Guerra Mundial, após o ataque de submarinos nazistas aos navios brasileiros, a Força Aérea Brasileira se juntou pela primeira vez numa guerra, combatendo pelos Aliados contra a Alemanha Nazista.

O Dia da Força Aérea Brasileira é uma homenagem ao brasileiro Alberto Santos Dumont, que em 23 de outubro de 1906 se consagrou como o “pai da aviação” por se tornar o primeiro ser humano a voar a bordo de uma aeronave.

Dia da Indústria Aeronáutica Brasileira

O dia 17 de outubro foi escolhido como dia da Indústria Aeronáutica Brasileira, pois foi a data do voo inaugural do biplano Muniz M-7, em 1935. Projetado em 1934, o monomotor utilizado para treinamento de pilotos era capaz de fazer acrobacias, tinha dois assentos e foi o primeiro modelo de avião a ser fabricado em série no Brasil.

Base industrial aeronáutica brasileira

De lá para cá, a indústria aeronáutica vem se desenvolvendo a cada dia, garantindo ao Brasil um lugar de destaque no cenário mundial. A Embraer é uma das maiores empresas aeroespaciais do mundo, possui uma base global de clientes e importantes parceiros, levando o nome do Brasil como referência para todo o mundo.

Dia Internacional do Controlador de Tráfego Aéreo

O Dia Internacional do Controlador de Tráfego Aéreo é comemorado em 20 de outubro devido ao primeiro encontro mundial entre os controladores de voo, que aconteceu neste mesmo dia em 1960.

O evento foi realizado na Grécia, onde também foi criado o IFATCA - Internacional Federation of Air Traffic Controllers Associations (Federação Internacional de Controladores do Tráfego Aéreo). No Brasil, estes profissionais atuam sob comando do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro – SISCEAB.

A data celebra o profissional responsável em gerir, organizar e monitorar o tráfego de aeronaves no espaço aéreo, evitando que se choquem com outras aeronaves, ou para dar suporte aos pilotos caso haja algum problema no voo. Também é de responsabilidade do controlador de tráfego aéreo emitir as autorizações de decolagem e aterrissagem das aeronaves pelos pilotos.

Os controladores de tráfego aéreo ficam em torres de controle, normalmente em cada um dos aeroportos. Essa profissão exige muita concentração e responsabilidade, pois a vida de centenas de pessoas estão dependendo de uma boa supervisão dos controladores aéreos. Para estarem aptos a exercerem a atividade, eles devem fazer um curso especializado em controle de aeronaves.

Agência Nacional de Aviação Civil

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) atua para promover a segurança da aviação civil e para estimular a concorrência e melhoria da prestação dos serviços no setor. O trabalho da Agência consiste em elaborar normas, certificar empresas, oficinas, escolas, profissionais da aviação civil, aeródromos e aeroportos e fiscalizar as operações de aeronaves, de empresas aéreas, de aeroportos e de profissionais do setor e de aeroportos, com foco na segurança e na qualidade do transporte aéreo. Leia mais na Lei de Criação da ANAC (Lei nº 11.182/2005).

Normatização

Ao estabelecer as regras para o funcionamento da aviação civil no Brasil, a ANAC revisa, atualiza e edita regulamentos técnicos e relacionados a aspectos econômicos. A instituição dessas normas geralmente é precedida de consultas e audiências públicas, para ouvir a sociedade, e de estudo sobre o potencial impacto da decisão sobre o setor. As normas técnicas da ANAC consideram os preceitos das instituições e organizações internacionais de aviação das quais o Brasil é signatário.

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Certificação

A certificação tem como objetivo atestar o grau de confiança e o atendimento a requisitos estabelecidos em regulamentos internacionais de aviação. A ANAC certifica aviões e helicópteros e seus componentes, oficinas de manutenção, empresas aéreas, escolas e profissionais de aviação do país. A certificação da ANAC obedece à Convenção de Chicago (1944), da qual o Brasil é signatário, e é reconhecida por diversos países com os quais há acordos internacionais.

Fiscalização

Para fiscalizar o funcionamento da aviação civil no país e assegurar níveis aceitáveis de segurança e de qualidade na prestação dos serviços aos passageiros, a ANAC realiza atividades de vigilância continuada e ações fiscais. Na vigilância continuada, o acompanhamento sobre o desempenho de produtos, empresas, operações, processos e serviços e dos profissionais certificados se dá de forma planejada e constante. Nas ações fiscais, o foco da Agência é identificar e prevenir infrações aos regulamentos do setor e, em parceria com outros órgãos, a prática de atos ilegais.

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Autorizações e concessões

Para atuar, companhias aéreas, empresas de táxi-aéreo ou de serviços especializados, escolas, oficinas, profissionais da aviação civil e operadores de aeródromos e aeroportos precisam ser autorizados pela ANAC. De acordo com a complexidade para o desempenho de cada atividade, a Agência emite autorizações, permissões, outorgas e concessões a esses entes regulados. O descumprimento de regras e requisitos pode levar a Agência a suspender ou a cassar as autorizações concedidas.

Profissionais da Aviação Civil

Diversas categorias de profissionais podem ser necessárias para que o transporte aéreo aconteça. Pilotos, comissários de bordo, despachantes operacionais de voo, mecânicos de manutenção, agentes de proteção à aviação civil e bombeiros de aeródromos são alguns exemplos. Cabe à ANAC emitir licenças e certificados de habilitações técnicas para que esses profissionais possam atuar na aviação civil.

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