O Dia da Amazônia é comemorado no dia 5 de setembro, como homenagem à maior reserva natural do planeta e como forma de chamar a atenção para esse bioma. A data foi escolhida por Dom Pedro II, em 1850, como referência à criação da Província do Amazonas. O objetivo principal é alertar a população sobre o desmatamento da Floresta e como é possível haver desenvolvimento sem a destruição dessa importante fonte de biodiversidade.

Existem três denominações para a Amazônia, em termos de território: a Amazônia no Brasil, que é o bioma propriamente dito e está localizado no norte do país; a Amazônia Internacional, que engloba nove países; e a Amazônia Legal, que envolve nove estados brasileiros e é um conceito com objetivos ambientais, políticos e econômicos.

A Amazônia, conhecida como o pulmão do mundo, é uma das maiores riquezas da humanidade, por possui a maior reserva natural do planeta. A Amazônia Internacional abrange nove países: Brasil, Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. No Brasil, os estados que a compreendem estão localizados no norte e são eles: Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá e Tocantins. Não se pode confundir, entretanto, o território que a Amazônia ocupa com a Amazônia Legal.

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A Amazônia Legal é um conceito que foi criado pela Lei 1.806 de 06 de janeiro de 1953, durante o Governo Vargas. Envolve nove estados brasileiros: Acre, Amapá, Pará, Amazonas, Rondônia, Roraima e parte dos estados do Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.

A Amazônia Legal tem como objetivo promover e planejar o desenvolvimento da região, que hoje é de responsabilidade de uma autarquia federal chamada de SUDAM (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia).

O território da Amazônia Legal é de, aproximadamente, 5.217.423 km². Isso corresponde a cerca de 60% do território brasileiro. O principal tipo de vegetação é a Floresta Amazônica e a bacia hidrográfica é a Bacia Amazônica. Os principais rios da região são: Rio Amazonas, Rio Negro, Rio Solimões, Rio Xingu, Rio Madeira, Rio Tocantins, Rio Japurá, Rio Juruá.

Quem são os moradores da Amazônia?

Os povos indígenas são os primeiros habitantes conhecidos da Amazônia. Estima-se que vivam mais de 210 mil índios em áreas que representam 20,5% do território amazônico e 98,5% de todas as terras indígenas do Brasil. Os indígenas possuem o conhecimento ancestral da floresta e sabem interagir com o meio ambiente para o próprio sustento e, ao mesmo tempo, sem destruí-lo.

Povos indígenas da Amazônia

Além dos indígenas, mais de 6,5 milhões de pessoas vivem em áreas rurais na Amazônia. Calcula-se que sejam mais de 30 mil comunidades extrativistas. Essas pessoas, assim como os indígenas, possuem profundo conhecimento da natureza e a usam a seu favor. Vivem da pesca, da caça, do plantio e colheita, e da coleta de produtos que a floresta oferece, como fibras, frutas, cipós e remédios naturais.

Infelizmente, a grande maioria dos moradores, tanto os indígenas como as comunidades extrativistas, vivem em condições precárias. A rede pública de saúde carece de atenção, não há remédios ao alcance de todos, muitos não possuem saneamento básico, a educação é um privilégio e, consequentemente, são poucas as oportunidades de trabalho.

Quais são os aeroportos que contemplam a Amazônia?

    · Acre: Aeroporto Presidente Medici, em Rio Branco; Aeroporto de Cruzeiro do Sul (ambos internacionais); Aeroporto de Feijó; Aeroporto de Santa Rosa do Purus; Aeroporto de Tarauacá; e Aeroporto de Xaruapi.

    · Amapá: Aeroporto de Macapá (internacional); Aeroporto de Oiapoque; Aeroporto de Calçoene; e Aeroporto de Porto Grande.

    · Amazonas: possui mais de 30 aeroportos. Os únicos aeroportos internacionais do Estado do Amazonas ficam nas cidades de Manaus e Tabatinga (Aeroporto Internacional Eduardo Gomes e Aeroporto Internacional de Tabatinga). Existem, também, outros aeroportos, regionais. Os mais importantes são o Aeroporto Regional de Parintins e o Aeroporto Regional de Coari, além dos aeroportos de Eirunepé, Lábrea e Tefé.

    · Pará: Aeroporto de Belém Val de Cans (internacional); Aeroporto de Altamira; Aeroporto de Conceição do Araguaia; Aeroporto de Itaituba; Aeroporto de Marabá; Aeroporto de Carajás; Aeroporto de Santarem; Aeroporto de São Felix do Xingú; Aeroporto de Trombetas; e Aeroporto de Tucurui.

    · Rondônia: Aeroporto Internacional de Porto Velho; Aeroporto Brigadeiro Camarão; Aeroporto de Cacoal; Aeroporto de Guajará-Mirim; Aeroporto de Ji-Paraná.

    · Roraima: Aeroporto Internacional de Boa Vista e Aeroporto de Caracaraí.

    · Tocantins: Aeroporto de Palmas; Aeroporto de Araguaina; Aeroporto de Gurupi; e Aeroporto de Porto Nacional.

Aeroporto de Tefé (AM)

Ampliação de aeroportos na Amazônia

Em 2019, a Aeronáutica e o Ministério da Infraestrutura anunciaram que planejam ampliar aeroportos de municípios na Amazônia. Os aeroportos contemplados serão: Aeroporto de Tarauacá (Acre); Aeroporto Oiapoque (Amapá); Aeroportos Barcelos, Boca do Acre, Carauari, Coari, Eirunepé, Estirão do Equador, Humaitá, Iauaretê, Lábrea, Manicoré, Maraã, Parintins (todos no Amazonas); e Aeroportos Breves, Paragominas, Itaituba, Redenção, Conceição do Araguaia, Oriximiná (Pará).

O comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Antonio Carlos Moretti Bermudez, e o secretário Nacional de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, Ronei Glanzmann, assinaram aditivo ao Termo de Execução Descentralizada (TED) que viabiliza mais investimentos em aeroportos dos estados da Amazônia. O TED tem recursos de R$ 170,8 milhões do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC).

O secretário destacou a importância da cooperação para qualificar a infraestrutura aeroportuária no norte do país. “A parceria com a Comissão de Aeroportos da Região Amazônica permitirá o atendimento à população brasileira dos mais longínquos rincões do país”, disse Glanzmann.

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O desmatamento na Amazônia

Desde 1988 os dados de desmatamento na Amazônia são disponibilizados gratuitamente no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações.

A taxa anual consolidada pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontou o resultado de 7.536 km² de corte raso no período de agosto de 2017 a julho de 2018. O mapeamento utiliza imagens do satélite Landsat, CBERS e ResourceSat para cartografar e quantificar as áreas desmatadas maiores que 6,25 hectares. O Prodes considera como desmatamento por corte raso a remoção completa da cobertura florestal primária, independentemente da futura utilização destas áreas.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que os alertas do desmatamento dispararam em julho de 2019. Foram atingidos 2.254,9 km². No mesmo mês em 2018, esse índice ficou em 596,6 km². Comparando ambos os lados, trata-se de um aumento de 278%.

Há, segundo ambientalistas, uma escalada na devastação da Amazônia. Junho de 2019 teve uma área com alerta de desmate 90,8% maior do que o mesmo mês em 2018. O mesmo índice cresceu 34%, se comparados os meses de maio de 2018 e de 2019.

Desmatamento na Amazônia, em 2019

Dados controversos do desmatamento

Com nova metodologia de análise, pesquisadores da Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos, apontaram que a Amazônia brasileira perdeu 400 mil km² de floresta entre 2000 e 2017, mais que o dobro do registrado pelo sistema Prodes, do Inpe, no mesmo período.

Segundo o estudo, publicado na revista científica "Nature Sustainability", seriam cerca de 400 mil km² a menos de área verde na Amazônia brasileira, o que corresponde a mais de uma Alemanha em área de floresta entre 2000 e 2017.

O resultado apontado é mais que o dobro da área de 180 mil km² registrada no mesmo período pelo sistema de monitoramento de desmatamento anual adotado pelo Inpe, o Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes). O artigo revela ainda que as unidades de conservação da Amazônia perderam 20 mil km² de floresta entre 2000 e 2017. Daria para colocar quase quatro Brasílias nesse espaço.

Importância da Amazônia para o Brasil e para o mundo

A Amazônia é vital para o mundo. A floresta leva umidade para toda a América do Sul, influencia regime de chuvas na região, contribui para estabilizar o clima global e ainda tem a maior biodiversidade do planeta. Ela representa um terço das florestas tropicais do mundo, além de conter mais da metade da biodiversidade do planeta.

A floresta Amazônica é abundante em vários recursos e funciona como um grande reator para o equilíbrio da estabilidade ambiental do planeta. Com o desmatamento e queimadas na região, as árvores liberam em torno de 200 milhões de toneladas de carbono por ano. Seus vegetais são responsáveis por liberar aproximadamente sete trilhões de toneladas de água para a atmosfera, no processo de evapotranspiração. O Rio Amazonas deságua 20% de água doce no Oceano Atlântico a cada ano.

Em critérios ambientais, a floresta é importante pela variedade espécies, fitoterapia (estudo das plantas medicinais e suas aplicações na cura das doenças), água doce (responsável pelo controle hídrico e climático), estoque de carbono e capacidade de transferir calor e vapor para outras regiões.

A nível econômico, ela contribui para a diversidade de recursos vegetais, minerais e animais; na agropecuária; na hidrelétrica, entre outros.

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Por que é tão importante conservar a Floresta Amazônica?

Recursos hídricos

As águas dos rios, como os igapós (imensas florestas parcialmente submersas) são pobres em elementos nutritivos, porém, são o habitat de diferentes espécies de peixes e mamíferos aquáticos. Além disso, as águas da floresta são importantes para a pesca, navegação e uso da água potável. Todos os anos, durante a época chuvosa, as margens dos rios inundam, dando origem aos igapós. A serrapilheira (folhas secas, ramos e resíduos vegetais) é arrastada para o fundo, assim como grandes quantidades de sementes e frutos que alimentam os peixes.

Biotecnologia

A Indústria Farmacêutica produz bens e serviços, como a criação de alimentos transgênicos, essências, substâncias que combatem pragas, produtos farmacológicos e novas fontes de recursos. Para isso, essas indústrias dependem de agentes biológicos (organismos, células, moléculas) encontrados na floresta.

Extrativismo

É a coleta de produtos naturais existentes na floresta de forma sustentável, sem afetar o meio ambiente. Os principais produtos extraídos da floresta são: óleos, sementes, frutos, peixes, etc. As populações indígenas foram as primeiras a utilizar os recursos de forma consciente.

Barreira de incêndios

A vegetação da floresta, por ser alta e densa, possui a capacidade de continuar sempre verde, mesmo na seca. Isso permite que elas funcionem como barreira para a prevenção de incêndios florestais, não permitindo que o fogo se espalhe. O desmatamento, entretanto, destrói essas barreiras, que são substituídas por campos inflamáveis, aumentando o risco de incêndio.

Agricultura tradicional Amazônica

Povos indígenas e de outras culturas (seringueiros, castanheiros, ribeirinhos) aprenderam a utilizar os recursos, devido a sua longa experiência dentro da floresta. Eles contribuem para uma enorme riqueza cultural e se tornaram importantes para a ciência e tecnologia moderna. Essas famílias sobrevivem da agricultura, pobre de recursos tecnológicos, e dos nutrientes vindos da floresta. A recuperação de áreas abandonadas e a intensificação de uma agricultura correta poderia retirar o impacto negativo causado pelo homem ao longo dos anos.

Ecoturismo

Como é cercada de paraísos naturais e diversos povos, a Floresta Amazônica pode beneficiar a economia interna e externa. O ecoturismo é uma forma de geração de empregos diretos e indiretos para a população local, mantendo a fauna e a flora preservadas.

Mudanças climáticas

A floresta armazena grandes estoques de carbono. O desmatamento e as queimadas liberam parte desse gás carbônico para a atmosfera, contribuindo para o efeito estufa.

Pecuária

Ao mesmo tempo que a pecuária é capaz de fortalecer o desenvolvimento econômico da região, ela também pode trazer sérios danos ambientais. Ela é responsável por 80% do desmatamento. Como ainda hoje esta atividade é realizada baseada no desmatamento florestal, sem a devida fiscalização por parte do governo, há grandes prejuízos ao ecossistema.