Lisboa ganhou pelo segundo ano o prêmio de “melhor destino europeu”, além de outras atrações e regiões de Portugal terem sido classificadas no topo do ranking dos melhores destinos de turismo mundial, como praias e outros.

Calcula-se que 20 milhões de turistas tenham visitado o país no último ano. A taxa de ocupação dos hotéis chega a 80%, sendo a maior do velho continente.

Mas o crescimento de passageiros e movimento no aeroporto de Lisboa (um universo que dobrou em dez anos e que, só no ano passado, subiu quase 20%) faz aumentar também o volume de queixas e reclamações. Atrasos constantes, falta de funcionários para check-in, muito tempo para a recuperação das malas e até problemas para conseguir táxi, com filas que facilmente ultrapassam os 30 minutos, acontecem diariamente.

Voos prejudicados diariamente

Para os que não têm passaporte dos países europeus, a situação é ainda pior: podem ficar até duas horas na fila de controle. A situação está deixando a ANA, empresa que administra a infraestrutura aeroportuária, sob forte pressão, com reclamações que subiram 43%.

Até a seleção nacional de futebol foi uma das “vítimas” da falta de capacidade do aeroporto Humberto Delgado. A comitiva foi avisada de que a saída de Moscou seria atrasada por causa do volume do tráfego aéreo em Lisboa. Consequência: só chegou na capital por volta das 20h, quando a previsão inicial era às 17h30, deixando os torcedores em alvoroço.

Sem obras de ampliação ou reforço dos serviços de atendimento e processamento de voos e passageiros, o aeroporto da capital enfrenta um duro teste diante da perspectiva de aumento do movimento naquele espaço. A grande maioria dos voos intercontinentais chega em Lisboa, que ainda tem um aeroporto localizado a somente 15 minutos do centro da capital —ou seja, em plena cidade, o que dificulta a expansão do mesmo.

Francisco Calheiros, o presidente da Confederação do Turismo Português afirmou em uma entrevista que “A superlotação no aeroporto de Lisboa terá um grande impacto na economia do país” e, por isso, não hesita em classificá-lo como “uma pedra no sapato do país”.